Guerra do Golfo – O Que Foi, Causas, Consequências

Entenda aqui o que foi e quais foram as consequências da Guerra do Golfo para o mundo.

Quer saber tudo sobre a Guerra do Golfo, como começou, o que aconteceu, quanto tempo durou e quem eram os envolvidos? Então continue lendo que explicaremos tudo para você!

O início

Tudo começou no início da década de 90, para ser mais exata, em agosto de 1990, quando o exército do Iraque invadiu o Kuwait, fazendo com que forças internacionais invadissem o território kuwaitiano com intuito de expulsá-los de lá. Os líderes da ação foram os Estados Unidos, que por sua vez conseguiu forçar a saída dos iraquianos, gerando uma grande inimizade entre os países.

Para entendermos a motivação que levou a invasão do Iraque, é preciso voltar 10 anos na história, quando ainda havia a guerra entre Irã e Iraque. Com a ascensão de Saddam Hussein e a Revolução Islâmica, o Irã ficou refém de muçulmanos extremistas.

Essa mudança no Irã afetou diretamente os Estados Unidas, que acabaram perdendo um importante aliado no Oriente Médio. Por isso, os Estados Unidos forneceram forças militares a favor do Iraque para que fossem contidas as influências iranianas no Oriente Médio, a guerra também foi financiada pelo Kuwait e pela Arábia Saudita.

Após 8 anos de conflito, nenhum dos dois países (Irã e Iraque) conseguiram resolver as questões através das forças armadas. Foi durante esse impasse que houve um desentendimento entre Iraque e Kuwait, resultando na invasão, ou seja, na Guerra do Golfo.

Causa diplomática

O desentendimento entre Iraque e Kuwait começou quando Saddam Hussein tentou reconstruir a economia do país elevando o preço do barril de petróleo, que era o produto mais valioso do país. Porém, o Kuwait era o grande responsável pelo baixo preço do mesmo, isso era uma estratégia do país para que outros exportadores de petróleo entrassem para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), ou seja, eles vendiam acima da cota para forçar o barateamento do barril.

Incomodados com a atitude do Kuwait, o Iraque também passou a ser cobrado pelos empréstimos que haviam recebido na Guerra Irã-Iraque, porém, Hussein considerava a cobrança injusta por também ser de interesse dos kuwaitianos a vitória sobre a guerra.

A situação piorou ainda mais quando o Kuwait foi acusado pelo Iraque de explorar petróleo perto do território iraquiano. Os iraquianos exigiam uma indenização e, como forma de “igualar” o território explorado, o direito de expandir sua costa através da exploração de duas ilhas que ficam entre a fronteira dos dois países. Como consequência o Kuwait não aceitou nenhuma das reivindicações.

A guerra

Após tentativas falhas de negociação entre Iraque e Kuwait, os Estados Unidos decidiram intervir na situação. Ainda sem acordo, o Iraque tomou atitude de invadir o Kuwait em 2 de agosto de 1990. A diferença entre as forças militares dos países era mais do que evidente fazendo com que o Iraque conseguisse conquistar a capital do kuwaitiana em apenas 12 horas.

As negociações internacionais se intensificaram após a necessidade da família real do Kuwait ser obrigada a buscar refúgio na Arábia Saudita. Durante as tratativas os países mais preocupados com a situação eram os Estados Unidos e a Inglaterra.

O Conselho de Segurança da ONU exigiu a imediata retirada das tropas iraquianas do Kuwait, além de condenar a invasão. Também contra a invasão, o presidente dos Estados Unidos, George Bush, enviou tropas para a Arábia Saudita a fim de defendê-los.

Essa invasão significava que as tratativas entre os Estados Unidos e o Oriente Médio poderiam ser abaladas, isso porque ao tomar os poços de petróleo do Kuwait, o Iraque se tornaria um dos maiores produtores do mundo. Além disso, é importante destacar que a família real saudita era uma grande aliada dos norte-americanos na área.

Menos de um mês após a invasão, a Organização das Nações Unidas (ONU) ofereceu duas opções aos iraquianos, a primeira delas era condenatória à invasão e a segunda era ameaçando embargos econômicos a fim de forçar o recuo. O Iraque, porém, decidiu não recuar e foi essa decisão que obrigou os Estados Unidos a enviarem tropas em defesa da Arábia Saudita.

Essa decisão foi em decorrência da Arábia Saudita ser o maior aliado dos norte-americanos na região e de acreditarem que os iraquianos poderiam avançar para lá.

Em novembro do mesmo ano a ONU ordenou que o Iraque abandonasse o país até dia 15 de janeiro de 1991, enquanto isso, os Estados Unidos organizavam um exército com apoio de mais de 30 países.

Mesmo com o aviso, o Iraque permaneceu no Kuwait, o que obrigou o exército a agir, em fevereiro de 1991 a coalização internacional conseguiu expulsar os iraquianos no país e assim foi colocado fim à guerra.

Diana Diniz

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